21.8.11

Plantas Medicinais: Aloe Vera



Aloe Vera: Cicatrizante externo, Antibacteriano, Emoliente, Laxativo e Estimulante da Secreção da Bilis


Aloe Vera (A. barbadensis) também conhecida como Aloés, Erva-Babosa ou Aloés-dos-barbados é uma planta nativa de África. Tem o seu habitat natural na África Oriental e do Sul, cresce nos trópicos mas é cultivada em muitas outras regiões do mundo. A planta tem folhas carnosas e espinhosas de cor verde que podem atingir os 60 a 75 cm de comprimento e tem um espigão de flores amarelas ou laranja. 
As plantas criadas em vasos têm um baixo teor de antraquinona que é a substância activa da planta usada na medicina em diferentes medicamentos. O Aloés propaga-se facilmente quebrando pequenas plantas já com raízes.
As folhas do Aloés produzem eficazes substâncias medicinais. As folhas exudam um líquido amargo que, depois de seco, é conhecido por alóes amargo. Depois de seca, a seiva amarela da base da folha, a qual também se chama "aloés amargo", é um laxativo potente que pode ser útil em casos de obstipação ocasional.
As folhas da planta contêm ainda um gel transparente, que é um remédio calmante para a pele. O gel contido na folha cura de forma notavelmente eficaz feridas e queimaduras, acelarando a cicatrização e reduzindo o risco de infecção. Para recolher o gel e o líquido amargo, as folhas são cortadas e secas consoante as necessidades. O gel transparente é eficaz quando aplicado como remédio de primeiros socorros no tratamento de queimaduras.


 

Os componentes principais do Aloés são: Atraquinonas (aloína, aloe-emodina), Resinas, Taninos, Polissacáridos e Aloectina B. 
As propriedades medicinais da planta incluem: Cicatrizante externo, emoliente, antibacteriano, laxativo e estimulante da secreção de bílis. 
Investigações realizadas nos EUA e na Rússia revelaram que o gel transparente tem uma extraordinária capacidade de curar feridas, úlceras e queimaduras. A aplicação de uma camada protectora na zona afectada acelera a cicatrização, ação que se deve, em parte, à presença de aloectina B, que estimula o sistema imunitário. 
O Aloés-do-cabo (A.ferox) é uma espécie aparentada do Aloés, usado em fitoterapia como laxante irritante. Muitas outras espécies de Aloe que são úteis como substâncias medicinais.


Usos Tradicionais e Correntes


O Aloés tem uma longa historia como loção para a pele e por isso foi e continua a ser usado em tratamentos de beleza. No ocidente, o Aloés popularizou-se nos anos 50, quando foi descoberta a sua capacidade para curar queimaduras, em particular as provocadas por radiação. 
Em primeiros socorros o Aloés é um excelente remédio para tratar queimaduras, esfoladelas, escaldões e queimaduras solares. Como já foi explicado acima, depois de quebrada a folha liberta um gel calmante que pode ser aplicado na zona afectada. O gel é útil em quase todos os problemas de pele que requeiram um remédio calmante e adstringente e, até certo ponto, no caso de varizes, estrias e verrugas.
O efeito protector e curativo do aloés actua também a nível interno, e o gel pode ser usado para tratar úlceras pépticas e a síndroma do cólon irritável. 
O Aloés amargo contém antraquinonas, fortemente laxantes. Provocam contracções do cólon, originando em geral movimentos intestinais 8-12 horas após a sua ingestão. Em doses baixas, as propriedades amargas da planta estimulam a digestão mas em doses elevadas o Aloés é purgante. 

Não use o suco amarelo amargo da base das folhas (aloés amargo) sobre a pele. Em certos países, o seu uso é sujeito a limitações. Não tome oralmente durante a gravidez nem a amamentação. Não tome se sofre de hemorróidas ou de doença renal. 
Para tratar úlceras pépticas use o suco que é obtido a partir do gel e tome 50 ml 3 vezes por dia. A tintura feita com aloés amargo também pode ser usada para estimular o apetite, recomendando-se tomar 5 gotas com água antes das refeições.


Referências:


~ Andrew Chevallier (1996). "Enciclopédia de Plantas Medicinais". Livro Original de Dorling Kindersley, publicado em Português por Seleccões do Reader´s Digest. Lisboa.

7.8.11

Alimentos Saudáveis: O Aipo



Aipo: Anti-Reumático, Carminativo, Antiespasmódico, Diurético, Anti-Séptico Urinários e Faz baixar a Tensão Arterial


O Aipo, Apium graveolens, Aipo-de-Talos ou Aipo-Silvestre é uma planta bienal, de caule sulcado e brilhante, folhas dentadas lustrosas e aromáticas, que produz flores pequenas e pode atingir 1 metro de altura.
O Aipo é uma planta antiga. Sabe-se que é cultivado há pelos menos 3000 anos, nomeadamente no Egipto, e já era conhecido na China no século V a.C. 
No seu habitat natural, é nativo da Grã-Bretanha e de outros países europeus. Em estado selvagem, o Aipo cresce ao longo das costas de Inglaterra e País de Gales e em terras pantanosas. O Aipo cultivado é menos aromático que a variedade selvagem. Propagado a partir das sementes na Primavera, é colhido entre os meados do verão e do Outono. 

Apesar do Aipo ser mais conhecido como legume, é uma importante planta medicinal. Ao longo da História, tem sido usado como alimento e, em várias épocas, tanto a planta inteira como as sementes eram tomadas com fins medicinais.
Os caules e as sementes são usados há muito para tratar problemas urinários, reumáticos e artríticos. É um bom agente de limpeza e diurético e as sementes, que contém óleo volátil e são a parte da planta mais usada com fins medicinais e quando há a acumulação de substâncias tóxicas no organismo.
As sementes do Aipo também são usadas para tratar problemas de reumatismo e gota. Ajudam os rins a eliminar os uratos e outras substâncias indesejáveis e contribuem para reduzir a acidez no organismo. São também úteis em casos de artrite, ajudando a desentoxicar o organismo e a melhorar a circulação sanguínea para músculos e articulações. Como as sementes do Aipo têm uma acção levemente diurética e significativamente anti-séptica, são eficazes no auxílio ao tratamento da cistite, ajudando a desinfectar a bexiga e vias urinárias.
As sementes de Aipo também podem ser benéficas para problemas do foro respiratório, como asma e bronquite, e, combinadas com outras plantas podem ajudar a reduzir a tensão arterial.

Os componentes principais do Aipo são o óleo volátil (1,5 - 3%), que contém limoneno (60-70%), ftálidos e beta-selineno. Contém também Cumarinas, Furanocumaninas (bergapteno) e Flavonóides (apiina). 

Investigações efectuadas na Alemanha e na China nos anos 70 e 80 revelaram que o óleo essêncial exerce um efeito calmante sobre o sistema nervoso central. Alguns dos seus constituintes têm acções antiespasmódicas, sedativas e anticonvulsivas. Estudos efectuados na China confirmaram a utilidade do óleo no tratamento da hipertensão arterial.

O Aipo-Rábano (A. graveolens, var. rapaceum) é uma variedade de Aipo com raízes semelhantes à do rábano e nabo. Esta variedade também é um alimento medicinal e possui algumas das qualidades do Aipo. 

O sumo de Aipo e Cenoura biológica é uma bebida nutritiva que pode ser boa no caso de muitas doenças crónicas. 
Como bebida de "limpeza" tome 1 chávena de sumo de cenoura biológica e aipo por dia. Para gota e artrite faça uma infusão das sementes  e tome uma chávena por dia. Para reumatismo use a tintura das sementes e tome 30 gotas 3 vezes por dia.
Não tome aipo com fins medicinais durante a gravidez ou se sofre de problemas renais. Não use em preparações medicinais sementes vendidas para cultivo. Não ingira o óleo essencial, excepto sob vigilância profissional.

Pessoalmente, gosto bastante do aroma e do sabor do Aipo. Utilizo-o com alguma frequência como alimento: em cru nas saladas e cozinhado junto-o aos pratos vegetarianos, em Pizzas e em Sopas. 



Valor Nutricional do Aipo 


Por 100 g de Aipo cru:

Energia - 16 kcal (67 kJ)
Carbohidratos - 3 g
Açúcares - 1.4 g
Fibra - 1.6 g
Gordura - 0.2 g
Proteínas - 0.7 g
Água - 95 g

Vitaminas:

Vitamina A -  22 μg
Vitamina B1 - 0.021 mg
Vitamina B2 - 0.057 mg
Vitamina B3 - 0.323 mg
Vitamina B6 - 0.076 mg
Vitamina B9 - 36 μg
Vitamina C - 3 mg
Vitamina E - 0.27 mg
Vitamina K - 29.3 μg

Minerais:

Cálcio - 40 mg
Ferro - 0.2 mg
Magnésio - 11 mg
Fósforo - 24 mg
Potássio - 260 mg
Sódio - 80 mg
Zinco - 0.13 mg



Referências:

~ Andrew Chevallier (1996). "Enciclopédia de Plantas Medicinais". Livro Original de Dorling Kindersley, publicado em Português por Seleccões do Reader´s Digest. Lisboa. 



~ Journal of Agricultural and Food Chemistry 2005, 53 (7), pp 2518–2523. Doi: 10.1021/jf048041s
Publication Date (Web): March 8, 2005.

10.7.11

O que são os Ácidos Gordos Ómega 3?





Os Ácidos Gordos Ómega 3

Os ácidos gordos da série ómega 3 são um conjunto de ácidos gordos polinsaturados, que quimicamente se caracterizam por possuírem uma dupla ligação no 3º átomo de carbono a contar do último radical metilo, ou seja, a contar do fim da molécula.
De um modo geral, associa-se o adequado consumo destes ácidos gordos ao melhor funcionamento do sistema cardiovascular e à protecção do indivíduo em relação a doenças cardíacas e vasculares.
Para além do importante papel na prevenção das doenças cardíacas, é de salientar a associação entre o adequado consumo deste tipo de ácidos e o normal desenvolvimento do córtex cerebral e das capacidades cognitivas da criança.
Planos alimentares pobres em ómega 3 aumentam o risco da ocorrência de: tromboses, aterosclerose, doenças cardíacas, alterações neurológicas, dificuldades de aprendizagem, diminuição da acuidade visual, entre outros.
Se consumidos em excesso, os ácidos gordos ómega 3 têm efeitos indesejáveis, como por exemplo, dificultar a resposta à infecção e alterações da coagulação sanguínea com tendência para a hemorragia. O consumo excessivo destes ácidos é raro, mas pode acontecer, especialmente se o consumidor ingerir suplementos de óleos de peixe e adicionalmente consumir com regularidade alimentos enriquecidos em ómega 3, actualmente disponíveis no mercado.


São boas fontes alimentares de ómega 3 a gordura e o óleo de fígado de peixes, como por exemplo, salmão, arenque, sável, chicharro, congro, sardinha, enguia, óleo de fígado de bacalhau, etc. Os ácidos ómega 3 também estão presentes nos produtos hortícolas de cor escura como por exemplo os brócolos e os espinafres. 


Fonte:

Colecção: Princípios para uma Alimentação Saudável: Gorduras.
Autores: Vanessa Candeias, Emília Nunes, Cecília Morais, Manuela Cabral, Pedro Ribeiro da Silva.
Edição: Direcção Geral da Saúde, Lisboa