22.5.11

Gorduras Alimentares: A Gordura Polinsaturada

 


A Gordura Polinsaturada


A gordura polinsaturada reconhece-se geralmente pelo facto de ser líquida à temperatura ambiente podendo, tal como as gorduras monoinsaturadas, solidificar naturalmente se submetida a temperaturas ambientes muito baixas. Este tipo de gordura é predominantemente  constituído por ácidos gordos polinsaturados. Estes dizem-se polinsaturados, porque dispõem na sua estrutura química ligações livres, entre os átomos de carbono, o que lhes permite reagir com outros átomos.
Os ácidos gordos polinsaturados são componentes fundamentais da nossa alimentação. Desempenham papéis essenciais na resposta à infecção, são essenciais no crescimento e desenvolvimento do nosso organismo, na produção de metabolitos essenciais que contribuem de modo decisivo para a modelação da resposta cardiovascular, entre muitas outras funções.
No seu conjunto, estes ácidos são considerados essenciais, porque o nosso organismo não os consegue sintetizar a partir de outras substâncias, por isso têm de ser fornecidos pelo regime alimentar.
Entre os ácidos gordos polinsaturados, temos os ácidos gordos da série ómega 6 e os ácidos gordos da série ómega 3, que se distinguem com base na sua estrutura química e nas diferentes funções que cada um desempenha.
São boas fontes de gordura polinsaturada: óleos vegetais, frutos oleaginosos, cereais integrais, sementes, gordura de peixe, óleo de fígado de peixe e hortícolas de cor verde escura.


Fonte:


Colecção: Princípios para uma Alimentação Saudável: Gorduras.
Autores: Vanessa Candeias, Emília Nunes, Cecília Morais, Manuela Cabral, Pedro Ribeiro da Silva.
Edição: Direcção Geral da Saúde, Lisboa

8.5.11

Plantas Medicinais: Crataegus




Crataegus Laevigata: Coração, Ansiedade e Stress


O Crataegus (Crataegus Laevigata) é uma espécie de árvore da família Rosaceae, nativa da Europa ocidental e central. Esta pequena árvore espinhosa também é conhecida como corníolo, cratego-pirliteiro, escalheiro, escambrulheiro, escrambulheiro, espinha-branca, espinheiro-alvar, estrepeiro, pilriteira, pilrito, pirliteiro e carrapiteiro. Tradicionalmente, e desde o primeiro século DC, a parte da árvore mais usada com fins medicinais eram as suas bagas mas, actualmente, também são usadas as flores e as folhas. A acção das sumidades floridas do Crataegus sobre o coração foi descoberta no final do século XIX.

 O Crataegus é considerado a "planta do coração" pois contem flavonóides, mais concretamente o hiperósido e a vitexina. Estas substâncias favorecem a regularização do ritmo cardíaco, agindo sobre os ritmos demasiado rápidos e diminuem as palpitações do coração, isto é, a percepção exagerada dos batimentos cardíacos em pessoas com problemas de ansiedade.


O pilriteiro é usado com fins medicinais desde o primeiro século DC. As bagas são tradicionalmente usadas para tratar problemas cardiacos desde arritmias a hipertensão, dor no peito, endurecimento das artérias e falha cardíaca. Hoje em dias, as folhas e flores são usadas em medicina e existem já pesquisas que mostram alguma eficácia do pilriteiro no tratamento de falência cardíaca ligeira a moderada, embora nao haja dados suficientes para quantificar a eficiência deste medicamento erbáceo. O pilriteiro contém antioxidantes que incluem prociandinas oligoméricas (também presentes nas uvas) e quercetina. A actividade destes compostos poderá estar na base da acção protectora do pilriteiro sobre o sistema cardiovascular.


Imagem:
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rotdorn_%28Crataegus_laevigata_%27Paul%27s_Scarlet%27%29-hms%281%29.jpg

1.5.11

Plantas Medicinais: O Cipreste



O Cipreste: Melhora a Circulação Sanguínea

O Cipreste (Cupressus Sempervirens) é originário das margens do mar Egeu mas é largamente cultivado com fins ornamentais no sul da Europa. A parte da planta utilizada com fins terapêuticos é o cone frutífero. 

Os cones frutíferos do Cipreste são ricos em polifenóis e favonóides. Os polifenóis podem auxiliar no tratamento de problemas vasculares tais como derrames, pernas pesadas e hemorróidas ao passo que os flavonóides têm uma acção anti-inflamatória também muito útil no tratamento de crises hemorroidais.

O Cipreste também contém uma taxa elevada de oligoelementos proantocianidólicos que apresentam propriedades venotónicas, ou seja, que favorecem o aumento do tónus das paredes das veias, úteis no tratamento de casos de pernas pesadas e varizes. Estes proantocianidóis têm um papel protector das membranas contra a oxidação provocada pelos radicais livres. Através de um processo de fixação selectiva sobre a parede dos vasos, asseguram uma melhor dinâmica vascular impedido o sangue de estagnar nas pernas. 

O Cipreste pode ser um substituto natural dos medicamentos flebotónicos, utilizados no tratamento da insuficiência venosa, pois é bastante eficaz e não apresenta efeitos secundários como acontece com alguns desses medicamentos.