21.3.11

Gorduras Alimentares: A Gordura Monoinsaturada


A Gordura Monoinsaturada

A gordura monoinsaturada reconhece-se geralmente pelo facto de ser líquida à temperatura ambiente, podendo solidificar se submetida a temperaturas muito baixas. 
Este tipo de gordura é predominantemente constituído por Ácidos Gordos Monoinsaturados. Estes dizem-se monoinsaturados porque dispõem na sua estrutura química de uma ligação livre entre átomos de carbono para reagir com outros átomos. 
Os ácidos gordos monoinsaturados são os que o nosso organismo melhor tolera. O seu consumo está associado com a diminuição da fracção LDL do colesterol sanguíneo ("mau colesterol") e com a manutenção da integridade celular. Este ácido gordo raramente origina lesões celulares, pois não promove a formação de radicais livres (compostos que reagem com o oxigénio, tornando-se muito prejudiciais para as células).
O Azeite é definitivamente o maior fornecedor alimentar de ácidos gordos monoinsaturados, devendo por isso ser sempre preferido em relação às outras gorduras, tanto para cozinhar como para temperar.
Outros alimentos como o óleo de amendoim, os frutos oleaginosos (ex: amêndoas, nozes, amendoim, avelã, etc.) e o abacate fornecem também quantidades significativas de ácidos gordos monoinsaturados. 
Assim, e na categoria das gorduras alimentares, o Azeite é certamente um alimento saudável e deverá ser usado em quantidades moderadas como parte de uma alimentação equilibrada. O Azeite é adequado para ser utilizado em todos os processos culinários, tanto em cru como cozinhado, e também é adequado para fritar. É das gorduras alimentares mais resistente a altas temperaturas pois só inicia o seu processo de degradação a partir dos 220º C.


Fonte: 

Colecção: Princípios para uma Alimentação Saudável: Gorduras.
Autores: Vanessa Candeias, Emília Nunes, Cecília Morais, Manuela Cabral, Pedro Ribeiro da Silva.
Edição: Direcção Geral da Saúde, Lisboa

13.3.11

Plantas Medicinais: A Cavalinha



Cavalinha: Remineralizante Ósseo


A Cavalinha (Equisetum Arvense) é uma planta que cresce em solos arenosos e húmidos. Devido ao aspecto dos seus talos também lhe chamam "cauda de cavalo". A parte da planta utilizada para fins terapêuticos é a parte aérea estéril.

A Cavalinha é muito rica em silício, o que faz dela uma das plantas mais remineralizantes. Ela estimula a síntese do colagéneo contido no tecido ósseo e conjuntivo facilitando assim a reconstituição da cartilagem no decurso de doenças articulares (como a artrose ou o reumatismo) ou na consolidação de fracturas ósseas. 
O colagéneo é um elemento de estrutura do qual depende a elasticidade dos tecidos. Assim, a cavalinha contribui para melhorar a elasticidade dos tendões, protegendo-os no decurso de esforços físicos como por exemplo no desporto. 

As carências em silício são frequentes e aumentam à medida que a idade avança. Nos casos de carência de silício, é aconselhado o uso regular da Cavalinha para tirar maior partido dos seus efeitos benéficos.

2.3.11

As Gorduras Alimentares



 As Gorduras Alimentares


No contexto de uma alimentação saudável, as gorduras provenientes de diferentes alimentos são essenciais ao bom funcionamento do nosso organismo e, quando consumidas nas proporções recomendadas - não excedendo os 30% do valor energético diário- são bem toleradas e têm diversos efeitos benéficos. Mas, quando consumidas em excesso e desregradamente, os efeitos prejudiciais são muitos e rapidamente se fazem sentir no nosso estado de saúde.



Importância das Gorduras


~ Fornecem os ácidos gordos essenciais que não podem ser sintetizados pelo nosso organismo e são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes e para a manutenção do estado de saúde físico e mental de adultos.

~ São o veículo para a ingestão de vitaminas lipossolúveis - Vitaminas A, D, E, K, que são solúveis em gordura.

~ Estimulam a secreção da bílis e melhoram o funcionamento da vesícula biliar.

~ Atrasam o esvaziamento gástrico e por isso regulam o trânsito do bolo alimentar.

~ Possuem grande capacidade de saciar o apetite, contribuindo assim para a diminuição da quantidade de alimentos consumidos.



Consequências do Consumo Excessivo de Gorduras


~ Aumentam o valor energético total consumido diariamente, consequentemente aumentam os depósitos de gorduras corporais, elevando o risco do aparecimento de excesso de peso e obesidade.

~ Aumentam o risco de aparecimento de diversas doenças como: doenças cérebro e cardiovasculares, hipertensão arterial, arteriosclerose, colestrol sanguíneo elevado, determinados tipos de cancro (cólon, mama, próstata, entre outros), etc.

~ Dificultam o processo digestivo, originando indisposições e enfartamentos.

~ Desregulam o funcionamento da vesícula biliar (especialmente quando são gorduras sobreaquecidas), uma vez que é necessária uma quantidade muito superior de secreções biliares.

~ Alteram o funcionamento da flora intestinal e as reacções por elas mediadas, irritando a parede do cólon, aumentando a exposição deste a agentes potencialmente carcinogénicos e favorecendo o aparecimento de lesões estruturais.

~ Quando sobreaquecidas, decompõem-se, dando origem à formação de substâncias tóxicas e cancerígenas altamente prejudicias à saúde.


Que Tipo de Gorduras nos Fornecem os Alimentos?


~ Gordura Monoinsaturada

~ Gordura Saturada

~ Gordura Polinsaturada

~ Ácidos Gordos Omega 3

~ Ácidos Gordos Omega 6

~ Colesterol

~ Fitosteróis

~ Ácidos Gordos Trans

~ Gordura Hidrogenada


O  capítulo sobre as Gorduras é um pouco extenso por isso irei dividido-lo em várias partes. Esta foi a primeira parte e introdução, os posts seguintes serão sobre cada uma das gorduras acima mencionadas seguindo-se algumas sugestões práticas para reduzir o consumo diário de gordura, para cozinhar com menos gordura e a utilizar adequadamente.


Fonte:

Colecção: Princípios para uma Alimentação Saudáve: Gorduras
Autores: Vanessa Candeias, Emília Nunes, Cecília Morais, Manuela Cabral, Pedro Ribeiro da Silva.
Edição: Direcção Geral da Saúde, Lisboa